Filigrana

A origem da filigrana remonta ao terceiro milénio antes de Cristo, na Mesopotâmia. O que a distingue é a forma como diferentes fios finos desenham padrões e são soldados conjuntamente de maneira a criar uma peça muito maior. Hoje – como há milhares de anos – os diferentes fios que compõem cada peça unem-se apenas pelo calor, sem recorrer a nenhum outro material ou liga. Nenhuma outra arte de joalharia usa uma técnica de fusão semelhante para juntar fios de ouro.

A partir do séc. XVII, a filigrana portuguesa já tinha um imaginário próprio e moldes muito diferentes de qualquer outra filigrana. O Coração de Viana, ao contrário do que se poderia pensar, não é um símbolo de amor, mas sim de dedicação e de culto do Sagrado Coração de Jesus. Tornou-se tão popular que as cornucópias e as linhas do Coração de Viana começaram a ser reproduzidas em lenços e bordadas em todo o tipo de tecidos.

Brincos Rainha, Arrecadas ou Colares de Contas, são outras das peças típicas da filigrana.

No Minho, a filigrana continua a estar associada a uma larga tradição: os “trajes de domingar”. O traje minhoto feminino é sempre complementado com diversas peças de ouro, incluindo colares e brincos que passam de geração em geração.



CATEGORIA

Artesanato

DISTRITO

Viana do Castelo

TESTES

Estudo de mercado massificado junto de uma amostra representativa da população portuguesa de 222.900 indivíduos

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