A Fortaleza de Sagres situa-se no Promonturium Sacrum, mencionado por autores da Antiguidade como local mítico, nos confins do mundo então conhecido. A dimensão espiritual e geoestratégica do lugar justificou a fundação, no século XV, da vila de Sagres pelo Infante D. Henrique e a edificação de uma primeira muralha, que depois evoluiu para uma estrutura abaluartada.
Morada: Rua da Fortaleza, 8650-360 Sagres
Estudo de mercado massificado junto de uma amostra representativa da população portuguesa.
A Fortaleza de Sagres destaca-se entre as fortificações abaluartadas do país. Integra uma paisagem cultural marcada pela sua condição de finisterra, dominando o Promontório que se ergue a 40 metros de altitude. A configuração das respetivas muralhas evoluiu ao longo dos séculos, acompanhando a evolução da técnica e da pirobalística, conservando-se vestígios da muralha henriquina, com configuração em «dente-de-serra», à qual se acrescentaram baluartes no reinado de D. Sebastião e depois um torreão, vindo a estrutura a ser reconstruída após o Terramoto de 1755. Constitui hoje um lugar de memória associado à abertura da Europa ao Mundo no século XV, marcada pela ciência, comércio e exploração marítima.
Em 2015, a Fortaleza de Sagres foi distinguida pela União Europeia com a atribuição da Marca do Património Europeu, não só por constituir um lugar de memória associado à génese do movimento de abertura da Europa ao Mundo, mas também pela riqueza e diversidade da paisagem natural e histórica que lhe está associada. Esta paisagem, que se estende até ao território de Lagos, testemunha as origens remotas da civilização europeia e a sua expansão universal através da ciência, do comércio e das atividades de exploração marítima, assumindo particular relevância no contexto europeu na transição do século XV para o século XVI. O Promontório de Sagres integra ainda a Rota de Al-Mutamid, que liga diversos espaços do Sul da Península Ibérica associados a esta relevante personalidade da cultura árabe medieval, a qual constitui parte da Rota do Legado Andaluz, reconhecida como Itinerário Cultural pelo Conselho da Europa, bem como a Rota Europeia dos Descobrimentos e ainda a Rota Vicentina, uma rede de percursos pedestres que atravessa a costa sudoeste de Portugal, considerada uma das zonas costeiras mais belas e preservadas da Europa, em que se inclui, quer o Caminho Histórico que percorre 230 Km ligando Santiago do Cacém ao Cabo de São Vicente, quer o chamado Trilho dos Pescadores, que segue a linha de costa. Foi ainda atribuído ao Promontório de Sagres o título honorífico de «Lugar Internacional de Cultura e Paz», sendo considerado pelo Observatório Internacional de Direitos Humanos um espaço que transmite tranquilidade, bem-estar e conhecimento a todos os que o visitam, promovendo os valores da interculturalidade, da igualdade e da paz.


