Castelo de Silves

Constitui uma das mais notáveis obras de arquitetura militar edificada em Portugal durante a ocupação muçulmana. A primeira referência conhecida remonta ao século X, com al-Razi (historiador e geógrafo), que se refere a Silves como tendo castelo e simultaneamente que constituía a melhor vila do Algarve. Localizada no outeiro, sobranceira à cidade, o Castelo de Silves é composto por uma imponente muralha, construída em taipa militar e revestida a arenito vermelho. Integra 11 torres, 9 adossadas e 2 albarrãs, entre as quais se desenvolve um caminho de ronda, com uma extensão de 388 m.

Residência de governadores, dos seus contingentes militares e de funcionários da administração, conservam-se no recinto vestígios desta presença materializados em ruínas. Habitado durante pouco mais de um século, foi alvo de um incêndio que o devastou já no período de ocupação cristã.

Perdida a função defensiva, o castelo foi progressivamente abandonado e no início do século XVII estava desabitado. Os sismos de 1504 e 1587 foram ajudaram à sua degradação, fenómenos que se repetiram em 1719, 1722, 1755 ou 1856. Profundamente devastado, o recinto passou a ser utilizado como campo agrícola, depósito geral da pólvora do Algarve e quartel local, até que em 1875 recebeu a cadeia.

Classificado como Monumento Nacional em 1910, o Castelo de Sines chegou a metade do século XX num estado de quase ruína.

Na década de 1940, o Castelo foi avo de uma profunda intervenção, que lhe conferiu o seu aspeto atual. Mais recentemente em 2009, no âmbito do Programa Polis, foi realizada a requalificação do interior, que contemplou, entre outros aspetos, a musealização das torres, a conceção de um jardim de cariz islâmico e de uma casa de chá.



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